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LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(I)

5 min · 17 de jul de 2026
Portada del episodio LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(I)

Descripción

Tony Neves, em LuandaO Papa Leão XIV visitou Angola há 3 meses. O tempo vai passando e decantando o essencial dos seus gestos e palavras. Desafiei algumas pessoas angolanas (clérigos, religiosos ou leigos) a escolher a frase do Papa que mais deixou marcas na sua vida e que tem potencial para ajudar Angola a crescer. As reações vieram do mundo inteiro, desde Angola a Inglaterra, de Portugal ao Paraguai, da Nigéria à Itália, da Guiné Bissau a França, da Espanha à África do Sul, da Holanda à Ilha Reunião, da RCA ao Brasil, de Cabo Verde aos Camarões, da Suíça ao Quénia. O resultado final foi fantástico e, por isso, tenho a alegria de partilhar esta seleção de provocações papais, feitas no Kilamba, na Muxima, no Saurimo, na Senhora de Fátima ou no Palácio Presidencial. Dada a quantidade (e qualidade) das reações, publico duas crónicas sobre esta visita tão marcante como estimulante para o futuro do país.

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LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(I)

Tony Neves, em LuandaO Papa Leão XIV visitou Angola há 3 meses. O tempo vai passando e decantando o essencial dos seus gestos e palavras. Desafiei algumas pessoas angolanas (clérigos, religiosos ou leigos) a escolher a frase do Papa que mais deixou marcas na sua vida e que tem potencial para ajudar Angola a crescer. As reações vieram do mundo inteiro, desde Angola a Inglaterra, de Portugal ao Paraguai, da Nigéria à Itália, da Guiné Bissau a França, da Espanha à África do Sul, da Holanda à Ilha Reunião, da RCA ao Brasil, de Cabo Verde aos Camarões, da Suíça ao Quénia. O resultado final foi fantástico e, por isso, tenho a alegria de partilhar esta seleção de provocações papais, feitas no Kilamba, na Muxima, no Saurimo, na Senhora de Fátima ou no Palácio Presidencial. Dada a quantidade (e qualidade) das reações, publico duas crónicas sobre esta visita tão marcante como estimulante para o futuro do país.

17 de jul de 20265 min
episode O dom da fé e o dom da poesia em José Rui Teixeira - Emissão 16-07-2026 artwork

O dom da fé e o dom da poesia em José Rui Teixeira - Emissão 16-07-2026

José Rui Teixeira tece a vida com as palavras, dos livros,dos encontros, dos caminhos. A poesia veio primeiro, nas palavras da mãe, nos livros do avô na ‘casa de terra batida’, lugares de memórias e de linguagem afetiva – a mesma que o levou a querer escrever. A vocação de peregrino foi-se estabelecendo com a vida,quando percebeu a necessidade de se deixar encontrar e resignificar trilhos, ora feitos pela Teologia, pela Filosofia ou pela Literatura. No caminho da vida, marcou-o a generosidade da irmã Fernanda, que o abriu à Teologia, quando na Livraria Paulinas lhe emprestava livros à segunda-feira - que ele devolvia imaculados à sexta, porque não tinha dinheiro para os comprar; o poeta Daniel Faria, que conheceu no Seminário diocesano do Porto, lhe apresentou novas vozes, com quem partilhava o autocarro 37 e interrogações sobre Deus; o padre Leonel Oliveira, da Comunidade de Fradelos, sacerdoteprofético que acreditava “na liberdade dos filhos de Deus”, radicada na “simplicidade, coragem, alegria e desassombro” que o conduziu à liderança laical de uma comunidade; a irmã Lúcia, de quem leu os escritos e escreveu a biografia que seguiu para a Causa de Canonização, no Vaticano, e que convida a conhecer pelo seu “imenso amor ao Reino de Deus”. José Rui Teixeira continua a caminhar no ‘Átrio dos Gentios’mas, tal como o padre de Fradelos caminha dentro, sem deixar que as inconsistências que encontra, afetem o dom da fé e o dom da poesia.

Ayer32 min
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LUSOFONIAS - Moçambique com Missão

Tony Neves na Matola, MoçambiqueOs Espiritanos chegaram a Moçambique em 1996. É uma presença muito jovem, com  tudo o que tal representa. Os missionários são jovens, as estruturas frágeis, mas a vontade de anunciar o Evangelho e caminhar com o povo é enorme. Tive a alegria de, mais uma vez, visitar o país com o objetivo único de estar com os missionários e com eles avaliar a missão que ali se desenvolve, bem como lançar os compromissos espiritanos para os próximos anos. O Conselho Ampliado do Grupo, sob a forma de Assembleia Geral, reuniu na Matola, periferias de Maputo, todos os Espiritanos que vivem e trabalham em Moçambique. Digno de nota - uma vez que aponta para um futuro risonho - este Encontro contou, pela primeira vez na história, com um  jovem Padre Espiritano nascido e criado em Moçambique: o P. Agostinho João, recentemente ordenado em Nampula e já nomeado para trabalhar na vizinha Zâmbia.Vale a pena olhar para os rostos que dão corpo à Missão espiritana por terras de Moçambique. Comecemos pelo Superior, o P. Alberto Tchindemba, natural de Angola. É mesmo o pai do Grupo, pois faz parte da equipa que iniciou a presença espiritana em Moçambique. Ali está de alma e coração, tendo assumido nos últimos anos a delicada e desafiante missão de animar e ‘governar’ a presença no país desta Congregação missionária.O mais velho do Grupo é o P. John Kingston, irlandês. Foi missionário em Angola, durante a guerra civil, tendo marcas no corpo das balas que recebeu durante uma emboscada. Foi formador de futuros espiritanos, na Irlanda e, depois, desempenhou o cargo de Conselheiro Geral, em Roma. Está, atualmente, no Chimoio, sendo o Superior da Missão de Inhazónia, assumida em 1996. Nesta mesma Missão, situada na fronteira com o Zimbabwé, estão os jovens confrades Joseph Adah (da Nigéria) e Rogasian Kiraia (da Tanzânia), ambos chegados ao país enviados por Roma em nomeação missionária, a primeira que os jovens Espiritanos recebem.Nampula acolhe a Casa Principal onde vive o Superior do Grupo e a partir da qual se anima a enorme e desafiante Paróquia de S. João de Deus, situada nas periferias da cidade. Além do P. Alberto, vive e trabalha nesta comunidade e na paróquia o P. Luís Irineu, um jovem de Cabo Verde que fez os estudos em Portugal e França.

10 de jul de 20264 min
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Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026

O poder de uma história contada: este é o primeiro desafio –em forma de convite – feito por Lisandra Rodrigues, terapeuta da fala, pós-graduada em Economia Social e Solidária, que tem cimentado a sua vida na construção comunitária. Ali encontra a possibilidade de concretizar o queindica serem bandeiras de vida: a inclusão, o desenvolvimento, a educação não formal, a cidadania e a possibilidade de contar histórias que ajudem a crescer e a pertencer. As crianças eram companheiras de brincadeiras, no seu crescimento, mas era com os adultos que gostava de conversar. Talvez ai esteja a génese do seu interesse pela escuta, pelas histórias. Os verbos ver, julgar e agir marcam a sua vida, pessoal eespiritual, e continuam a marcar a sua vida profissional. Conhecer a Juventude Operária Católica foi um marco no seu percurso, viver no Porto, na sua residência, foi um convite a mergulhar num património muito rico e em relações que a marcaram pelo testemunho e consistência do coletivo – do parar, refletir e partilhar em grupo. Este crescimento não ficou fechado no seu calendário de vida – são caminhos que Lisandra continua a construir, diariamente, nas relações com as crianças que acompanha – em consultório ou no espaço “feliz” que é a escola – e em todas as associações a que se junta: o associativismo é uma forma de celebrar relações, valorizar a solidariedade e encontrar espaço para dar voz a todos.

9 de jul de 202632 min