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Discernimento, risco e criatividade rimam com 76 anos do missionário comboniano Manuel Augusto - Emissão 25-06-2026

32 min · 25 de jun de 2026
Portada del episodio Discernimento, risco e criatividade rimam com 76 anos do missionário comboniano Manuel Augusto - Emissão 25-06-2026

Descripción

O sotaque nascido em Arcozelo das Maias, uma aldeia entre Aveiro e Viseu, acompanhou o padre Manuel Augusto nas suas viagens e missões: levou consigo as origens para os bairros de lata no Quénia onde foi consolado pela humanidade de quem não tinha nada; levou o sotaque para as Filipinas onde abriu a missão dos missionários combonianos na Ásia; com ele entrou na China, celebrou Eucaristia e partilhou caminhos do Concílio Vaticano II em comunidadesfechadas de Taiwan; foi com sotaque de Viseu que na Indonésia teimou não ser expulso para continuar o trabalho de jornalista e acompanhar a visita do Papa João Paulo II; também como superior-geral da congregação, as origens marcaram tarefas que perseguiam comunhão e proximidade entre 1800 confrades. Em todas as geografias a simplicidade e o sonho de continuar os caminhos de abertura do Concílio que marcou o jeito de ser padre de Manuel Augusto - a transformação social, a liberdade, a justiça como formas de enraizar o Evangelho na vida das pessoas. As responsabilidades confiadas foram consequência da discrição, da visão da Igreja e do sentido missionário. Com o Papa Francisco, naquele encontro de abril de 2020, partilhou o sonho, a inspiração, a sintonia para perceber onde estão hoje as oportunidades para a Igreja concretizar o Evangelho – discernimento, lucidez, criatividade e risco continuam a ser o caminho para comunidades provisórias, humildes, periféricasserem sinal da mensagem de Cristo e da transformação do mundo. Aos 76 anos, o Papa Leão XIV confiou-lhe as Obras issionárias Pontifícias em Portugal – uma responsabilidade que pede reconfiguração e abertura de processos.

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LUSOFONIAS - S. Paulo, o Missionário

Tony Neves, em MoçambiqueO mundo católico celebra a 29 de junho S. Pedro…e S. Paulo. Portugal tem largas tradições de celebração dos chamados ‘Santos Populares’ neste mês de junho: a 13 S. António, a 24 S. João (Baptista) e a 29 S. Pedro. Esquecemo-nos sempre de S. Paulo quando investimos nos arraiais, nas sardinhas e nas marchas populares! Quando cheguei a Roma (faz quase 8 anos!), impressionou-me ver, em todas as Basílicas (incluindo a de S. Pedro e a de S. Paulo) e grandes Igrejas, a estátua de S. Pedro (com o molho de chaves!) e a de S. Paulo (com a espada – a Palavra de Deus como espada de dois gumes) sempre presentes, lado a lado! São, de facto, dois dos enormes pilares da Igreja nascente.Este ano fui marcado pela publicação do novo livro de D. António Couto, ‘Paulo, modelo de evangelizador’. O Bispo de Lamego é um dos biblistas-poetas portugueses mais notáveis, responsável pela formação de inúmeros Bispos, Padres, Religiosos/as e Leigos. Missionário da Boa Nova, doutorado em Roma nas Ciências Bíblicas, foi Professor na Universidade Católica e outras instituições de Ensino Superior. Depois de exercer o cargo de Superior Geral dos Missionários da Boa Nova, foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga, de onde rumou a Lamego, onde é o Bispo titular desde 2012. Apesar destas responsabilidades mais governativas e pastorais, nunca deixou de investigar, lecionar ou escrever sobre assuntos relacionados com a Bíblia.

Ayer5 min
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Discernimento, risco e criatividade rimam com 76 anos do missionário comboniano Manuel Augusto - Emissão 25-06-2026

O sotaque nascido em Arcozelo das Maias, uma aldeia entre Aveiro e Viseu, acompanhou o padre Manuel Augusto nas suas viagens e missões: levou consigo as origens para os bairros de lata no Quénia onde foi consolado pela humanidade de quem não tinha nada; levou o sotaque para as Filipinas onde abriu a missão dos missionários combonianos na Ásia; com ele entrou na China, celebrou Eucaristia e partilhou caminhos do Concílio Vaticano II em comunidadesfechadas de Taiwan; foi com sotaque de Viseu que na Indonésia teimou não ser expulso para continuar o trabalho de jornalista e acompanhar a visita do Papa João Paulo II; também como superior-geral da congregação, as origens marcaram tarefas que perseguiam comunhão e proximidade entre 1800 confrades. Em todas as geografias a simplicidade e o sonho de continuar os caminhos de abertura do Concílio que marcou o jeito de ser padre de Manuel Augusto - a transformação social, a liberdade, a justiça como formas de enraizar o Evangelho na vida das pessoas. As responsabilidades confiadas foram consequência da discrição, da visão da Igreja e do sentido missionário. Com o Papa Francisco, naquele encontro de abril de 2020, partilhou o sonho, a inspiração, a sintonia para perceber onde estão hoje as oportunidades para a Igreja concretizar o Evangelho – discernimento, lucidez, criatividade e risco continuam a ser o caminho para comunidades provisórias, humildes, periféricasserem sinal da mensagem de Cristo e da transformação do mundo. Aos 76 anos, o Papa Leão XIV confiou-lhe as Obras issionárias Pontifícias em Portugal – uma responsabilidade que pede reconfiguração e abertura de processos.

25 de jun de 202632 min
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LUSOFONIAS - México em tempo de Mundial

Tony Neves, em RomaComeçou, também no México, o Mundial de Futebol. Visitei o país quando o aeroporto da capital estava virado do avesso, com obras para acolher as multidões de pessoas atraídas por este evento. Mas lamento não falar de bola, apenas de Missão e fujo para bem longe dos holofotes dos estádios.‘Quando um Vallense chega ao inferno, a primeira coisa que faz é pedir ao diabo um cobertor’! – dizia-me com humor fino, sem sorrir, um líder indígena em Tanlajás, a povoação das montanhas da Huasteca Potosina que acolheu os primeiros espiritanos no México em 1971. De facto, as temperaturas podem ultrapassar largamente os 50 graus naquela região que pertence à diocese de Ciudad Valles, no Estado de San Luis de Potosi.Cheguei a este ‘forno’ ido de Tampico. A estrada foi-me mostrando as grandes ganadarias com vacas e bois de que não se consegue saber a quantidade. Quando não há gado, há extensões de plantação de cana de açúcar, a perderem-se na linha do horizonte. De tempos a tempos lá aparece uma área povoada por árvores de ‘palo rosa’, a encher de cor o caminho, como acontece com os jacarandás em Potosi ou em Lisboa!

19 de jun de 20265 min
episode As perguntas e o Código Deontológico dos Jornalistas na carteira de António Granado - Emissão 18-06-2026 artwork

As perguntas e o Código Deontológico dos Jornalistas na carteira de António Granado - Emissão 18-06-2026

Jornalista desde 1989, António Granado teve a sorte de, nos infelizes 17 meses do serviço militar, o tempo livre o ter conduzido a uma formação sobre comunicação. Eram tempos inaugurais naquele final do ano em que o jornal «Público»procurava estagiários para iniciar um projeto que viria a marcar a comunicação, o fotojornalismo e uma geração de jornalistas. As perguntas e os porquês levaram-no à Ciência, mas o gostode ensinar e aprender com os alunos mantém-no cativo numa docência feliz e com esperança em gerações que se vão renovando no exercício da profissão e do serviço público. Na carteira, em formato portátil, traz consigo o CódigoDeontológico que assiduamente tira para relembrar aos alunos como deve ser a prática dos jornalistas mas que, lamenta, esteja esquecido nas redações. António Granado integra, atualmente, o Conselho Geral Independente da RTP, onde persegue a importância do serviço público, feito com qualidade e o financiamento necessário. Para lá das aulas e da RTP, António Granado fotografa pássaros, as aves que o chamam à beleza, à ligação com a vida e com a natureza.

18 de jun de 202632 min