Cai Neve - Pensamentos de um careca com caspa

Vodafone, Macron e apalpões virtuais

2 min · 8. feb. 20222 min
episode Vodafone, Macron e apalpões virtuais cover

Beskrivelse

Nem era para lançar um episódio novo, mas estava aborrecido e quis comentar notícias do dia. Até gravei um jingle na casa de banho, ora ouçam: Disclaimer: poderão ouvir barulhos de um bebé ao fundo. É o meu filho, nasceu e agora faz beatbox para este podcast. E aquela cena do ataque à Vodafone? Sem comunicações desde as 9 da noite de ontem. Bombeiros sem telefones, máquinas multibanco sem funcionar, ainda não consigo fazer chamadas. Mas pior, é que sem dados móveis não dá para ver pornografia na casa de banho do escritório. É que a mim não apanham a ir ao XVideos pelo wifi da empresa. E o Macron? A tentar apaziguar as merdas lá na Ucrânia. A defender a Rússia e tal. Lembram-se quando eram putos e queriam andar à porrada e vinha sempre um amigo separar? Que irritante o gajo, deixa a malta andar ao soco! Se há vontade, vamos embora. Qual é a pior coisa que pode acontecer? Acabar o mundo? Se correr mal, há aí tanto planeta azulinho pra emigrar a raça humana. Desde que tenha internet e água quente, pra mim serve. Não sei se ouviram esta. O Facebook, ou Meta ou lá o raio, quer colocar um perímetro de segurança à volta dos avatares digitais nas realidades virtuais lá deles. Os bonecos não vão poder aproximar-se mais do que 1 metro e pouco uns dos outros. Isto, segundo eles, para evitar apalpões virtuais. Pá, nunca tive pixeis a apalpar-me o rabo, mas de certeza que é melhor que dançar com viúvas numa danceteria.

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episode Vodafone, Macron e apalpões virtuais cover

Vodafone, Macron e apalpões virtuais

Nem era para lançar um episódio novo, mas estava aborrecido e quis comentar notícias do dia. Até gravei um jingle na casa de banho, ora ouçam: Disclaimer: poderão ouvir barulhos de um bebé ao fundo. É o meu filho, nasceu e agora faz beatbox para este podcast. E aquela cena do ataque à Vodafone? Sem comunicações desde as 9 da noite de ontem. Bombeiros sem telefones, máquinas multibanco sem funcionar, ainda não consigo fazer chamadas. Mas pior, é que sem dados móveis não dá para ver pornografia na casa de banho do escritório. É que a mim não apanham a ir ao XVideos pelo wifi da empresa. E o Macron? A tentar apaziguar as merdas lá na Ucrânia. A defender a Rússia e tal. Lembram-se quando eram putos e queriam andar à porrada e vinha sempre um amigo separar? Que irritante o gajo, deixa a malta andar ao soco! Se há vontade, vamos embora. Qual é a pior coisa que pode acontecer? Acabar o mundo? Se correr mal, há aí tanto planeta azulinho pra emigrar a raça humana. Desde que tenha internet e água quente, pra mim serve. Não sei se ouviram esta. O Facebook, ou Meta ou lá o raio, quer colocar um perímetro de segurança à volta dos avatares digitais nas realidades virtuais lá deles. Os bonecos não vão poder aproximar-se mais do que 1 metro e pouco uns dos outros. Isto, segundo eles, para evitar apalpões virtuais. Pá, nunca tive pixeis a apalpar-me o rabo, mas de certeza que é melhor que dançar com viúvas numa danceteria.

8. feb. 20222 min
episode Natureza dos presentes cover

Natureza dos presentes

Esta época natalícia faz-me questionar a natureza dos presentes. Por mais que tente não consigo encontrar uma razão para as pessoas trocarem prendas. Porque é que alguém deseja passar por isso? Ter de encontrar alguma coisa para oferecer com base em dicas vagas proferidas ao longo do ano. É uma ansiedade que passava bem sem. “Adoro dar prendas, nem me importo de não receber, eu gosto mesmo é de dar.” Bullshit. Ninguém gosta de não ser recompensado por ter gasto horas a pensar, a varrer lojas online, a ver promoções, a sondar amigos próximos para no fim não ter qualquer prémio para além de um “muito obrigado”. E mais, porquê arriscar dar algo a alguém se não tiver já combinado que se vai receber algo em troca? A pessoa que recebe sem ter nada para dar vai-se sentir uma merda por ser colocada nessa posição. E mesmo no caso de já se saber que vai existir uma troca... Qual a razão para se fazer isso? Há sempre a atenção para dar algo com o mesmo valor que se recebe, ninguém quer trocar uma garrafa de vinho de 3 euros por uma coleção de ultra hd blu rays de todos os filmes do James Bond. O problema surge quando não se tem informação a priori da prenda da outra pessoa, é necessário fazer uma média do valor dos preços dos anos anteriores para se chegar a um valor aceitável. E depois ter em conta a inflação, a desvalorização dos produtos, toda uma matemática desgraçada. Porquê passar por isto?! Ideia revolucionária: cada um compra o que quiser para si próprio. Não precisa de receber coisas que não quer ou não precisa, não tem de ir para shoppings trocar merdas e ter de levar talões e recibos e papéis e faturas. Há também a conversa do “A intenção é que conta”. Outra merda sem sentido. A intenção conta para quê? Em que outra situação, para além da oferta de presentes, é que a intenção conta para alguma coisa? Um médico que vai operar um paciente para lhe tirar um pedaço de intestino com cancro mas deixa a mão escorregar e saca-lhe metade do tubo. A intenção era óptima mas a pobre vítima vai ter de cagar num saco para o resto da vida. Tudo isto me leva a imaginar o gajo que inventou a troca de prendas. Que condições levaram a raça humana a praticar tal acto vil? Foi provavelmente um primata macho, podemos chamá-lo Augusto, nosso antepassado, que ofereceu uma pedra bem bicuda a uma fêmea, Aurora, para a ajudar a cortar a carne crua e, ao mesmo tempo, impressioná-la de maneira a acasalar com ela. A Aurora sentiu-se logo na obrigação de pagar na mesma moeda, então retribuiu com um casaco de mamute que não lhe assentava nada bem. O que ela não sabia é que o Augusto era alérgico ao pelo, mas ele não podia dizer nada, para não lhe ferir os sentimentos. Optou então por despachar aquilo para o seu tio Júlio que andava sempre constipado e iria beneficiar de um melhor agasalho. E assim começou o efeito dominó que arruinou a raça humana. Raios partam o Augusto.

23. dec. 20213 min