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As perguntas e o Código Deontológico dos Jornalistas na carteira de António Granado - Emissão 18-06-2026

32 min · I går
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Jornalista desde 1989, António Granado teve a sorte de, nos infelizes 17 meses do serviço militar, o tempo livre o ter conduzido a uma formação sobre comunicação. Eram tempos inaugurais naquele final do ano em que o jornal «Público»procurava estagiários para iniciar um projeto que viria a marcar a comunicação, o fotojornalismo e uma geração de jornalistas. As perguntas e os porquês levaram-no à Ciência, mas o gostode ensinar e aprender com os alunos mantém-no cativo numa docência feliz e com esperança em gerações que se vão renovando no exercício da profissão e do serviço público. Na carteira, em formato portátil, traz consigo o CódigoDeontológico que assiduamente tira para relembrar aos alunos como deve ser a prática dos jornalistas mas que, lamenta, esteja esquecido nas redações. António Granado integra, atualmente, o Conselho Geral Independente da RTP, onde persegue a importância do serviço público, feito com qualidade e o financiamento necessário. Para lá das aulas e da RTP, António Granado fotografa pássaros, as aves que o chamam à beleza, à ligação com a vida e com a natureza.

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As perguntas e o Código Deontológico dos Jornalistas na carteira de António Granado - Emissão 18-06-2026

Jornalista desde 1989, António Granado teve a sorte de, nos infelizes 17 meses do serviço militar, o tempo livre o ter conduzido a uma formação sobre comunicação. Eram tempos inaugurais naquele final do ano em que o jornal «Público»procurava estagiários para iniciar um projeto que viria a marcar a comunicação, o fotojornalismo e uma geração de jornalistas. As perguntas e os porquês levaram-no à Ciência, mas o gostode ensinar e aprender com os alunos mantém-no cativo numa docência feliz e com esperança em gerações que se vão renovando no exercício da profissão e do serviço público. Na carteira, em formato portátil, traz consigo o CódigoDeontológico que assiduamente tira para relembrar aos alunos como deve ser a prática dos jornalistas mas que, lamenta, esteja esquecido nas redações. António Granado integra, atualmente, o Conselho Geral Independente da RTP, onde persegue a importância do serviço público, feito com qualidade e o financiamento necessário. Para lá das aulas e da RTP, António Granado fotografa pássaros, as aves que o chamam à beleza, à ligação com a vida e com a natureza.

Yesterday32 min
episode LUSOFONIAS - De Subiaco a Montecassino, com S. Bento artwork

LUSOFONIAS - De Subiaco a Montecassino, com S. Bento

Tony Neves, em Subiaco e MontecassinoO Jubileu de 2029 da Família Beneditina marcará os 1500 anos da fundação de Montecassino por São Bento, em 529. Durante quatro anos, vão-se percorrer e mostrar ao mundo os ‘Lugares de Esperança’, por onde S. Bento andou. Assim2026 leva-nos até Núrsia, terra natal do santo. Roma preencherá 2027, Subiaco 2028 e, finalmente, o ano jubilar de 2029 estará ligado a Montecassino.Ora, S. Bento nasceu em Núrsia e estava já em Roma quando, desagradado com a forma como os cristãos ali viviam, decidiu andar 70 kms e refugiar-se numa gruta de montanha, em Subiaco. O sonho monacal de S. Bento nasceu ali. Peregrinei, mais uma vez, a este lugar que é fonte de inspiração. E não fui sozinho, porque integrei o passeio anual da minha comunidade religiosa. Na atual cidade a alguns kms da gruta, está um painel gigante que diz: ‘Cidade da Imprensa e do Monaquismo Beneditino’. Sim, S. Bento é considerado o pai do monaquismo do ocidente, naquele longínquo fim do sec. V e início do VI. Dirigimo-nos da cidade de Subiaco para as montanhas onde, no local dessa gruta sagrada, foi construído o atual Mosteiro Beneditino, nos séculos XI e XII. Os olhos enchem-se de espanto quando vemos, pela primeira vez, o Mosteiro cravado nas rochas da montanha. Encaixado num vale luxuriante, é mesmo ‘o limiar do céu’, como lhe chamou Petrarca! Foi – diz a tradição - construído sobre a gruta onde S. Bento passou três anos a jejuar e a rezar para pedir a Deus inspiração e luzes para o futuro. A visita guiada, feita por um Monge Beneditino, fez-me recuar 15 séculos e tentar imaginar este sonho de S. Bento, tão bem ilustrado nas pinturas belas e simbólicas que marcam paredes e tectos. E foi bom saber que ali, em 1465, se imprimiram os primeiros livros em terras de Itália.S. Francisco visitou Subiaco em 1223 e ali está um pintura do santo, a mais antiga que se conhece, ainda sem os estigmas que recebeu em 1224, dois anos antes de morrer.

12. juni 20266 min
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Miguel Amado, o provocador ao serviço do bem-comum - Emissão 11-06-2026

Apelidado de «provocador» por um bispo do Congo, Miguel Amado esteve ao serviço das relações externas da Comissão Europeia, missão que o levou a si, e à sua família, a diversos países – Madagáscar, Burundi, República Dominicana, Cuba, Guiné-Bissau, Bruxelas, Congo Brazzavile mas também Timor, Israel, e a faixa de Gaza foram locais onde procurou desenvolver a Doutrina Social da Igreja e o Evangelho. Diálogo, proximidade, acompanhamento das populações apostando em projetos de desenvolvimento, colocavam Miguel Amado a defender o povo e não poucas vezes a criticar o poder económico e político nos países onde passou. Os relatórios finais isso mostravam: peças de teatro onde a pobreza era denunciada, ou, numa ocasião um cartoon “sobre o Congo, onde se via um país muito rico, e o dinheiro a sair da algibeira do presidente, e os pobres a chorarem sem dinheiro”. O regresso a Portugal, depois de vários anos fora, foram também os meses difíceis de uma doença terminal da esposa. Mas o IPO, em Lisboa, é hoje também uma escola e o contexto onde hoje Miguel Amado continua a perseguir a sua máxima – construir o bem comum.

11. juni 202632 min