Agência ECCLESIA

LUSOFONIAS - Moçambique com Missão

4 min · 10 jul 2026
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Beschrijving

Tony Neves na Matola, MoçambiqueOs Espiritanos chegaram a Moçambique em 1996. É uma presença muito jovem, com  tudo o que tal representa. Os missionários são jovens, as estruturas frágeis, mas a vontade de anunciar o Evangelho e caminhar com o povo é enorme. Tive a alegria de, mais uma vez, visitar o país com o objetivo único de estar com os missionários e com eles avaliar a missão que ali se desenvolve, bem como lançar os compromissos espiritanos para os próximos anos. O Conselho Ampliado do Grupo, sob a forma de Assembleia Geral, reuniu na Matola, periferias de Maputo, todos os Espiritanos que vivem e trabalham em Moçambique. Digno de nota - uma vez que aponta para um futuro risonho - este Encontro contou, pela primeira vez na história, com um  jovem Padre Espiritano nascido e criado em Moçambique: o P. Agostinho João, recentemente ordenado em Nampula e já nomeado para trabalhar na vizinha Zâmbia.Vale a pena olhar para os rostos que dão corpo à Missão espiritana por terras de Moçambique. Comecemos pelo Superior, o P. Alberto Tchindemba, natural de Angola. É mesmo o pai do Grupo, pois faz parte da equipa que iniciou a presença espiritana em Moçambique. Ali está de alma e coração, tendo assumido nos últimos anos a delicada e desafiante missão de animar e ‘governar’ a presença no país desta Congregação missionária.O mais velho do Grupo é o P. John Kingston, irlandês. Foi missionário em Angola, durante a guerra civil, tendo marcas no corpo das balas que recebeu durante uma emboscada. Foi formador de futuros espiritanos, na Irlanda e, depois, desempenhou o cargo de Conselheiro Geral, em Roma. Está, atualmente, no Chimoio, sendo o Superior da Missão de Inhazónia, assumida em 1996. Nesta mesma Missão, situada na fronteira com o Zimbabwé, estão os jovens confrades Joseph Adah (da Nigéria) e Rogasian Kiraia (da Tanzânia), ambos chegados ao país enviados por Roma em nomeação missionária, a primeira que os jovens Espiritanos recebem.Nampula acolhe a Casa Principal onde vive o Superior do Grupo e a partir da qual se anima a enorme e desafiante Paróquia de S. João de Deus, situada nas periferias da cidade. Além do P. Alberto, vive e trabalha nesta comunidade e na paróquia o P. Luís Irineu, um jovem de Cabo Verde que fez os estudos em Portugal e França.

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LUSOFONIAS - Moçambique com Missão

Tony Neves na Matola, MoçambiqueOs Espiritanos chegaram a Moçambique em 1996. É uma presença muito jovem, com  tudo o que tal representa. Os missionários são jovens, as estruturas frágeis, mas a vontade de anunciar o Evangelho e caminhar com o povo é enorme. Tive a alegria de, mais uma vez, visitar o país com o objetivo único de estar com os missionários e com eles avaliar a missão que ali se desenvolve, bem como lançar os compromissos espiritanos para os próximos anos. O Conselho Ampliado do Grupo, sob a forma de Assembleia Geral, reuniu na Matola, periferias de Maputo, todos os Espiritanos que vivem e trabalham em Moçambique. Digno de nota - uma vez que aponta para um futuro risonho - este Encontro contou, pela primeira vez na história, com um  jovem Padre Espiritano nascido e criado em Moçambique: o P. Agostinho João, recentemente ordenado em Nampula e já nomeado para trabalhar na vizinha Zâmbia.Vale a pena olhar para os rostos que dão corpo à Missão espiritana por terras de Moçambique. Comecemos pelo Superior, o P. Alberto Tchindemba, natural de Angola. É mesmo o pai do Grupo, pois faz parte da equipa que iniciou a presença espiritana em Moçambique. Ali está de alma e coração, tendo assumido nos últimos anos a delicada e desafiante missão de animar e ‘governar’ a presença no país desta Congregação missionária.O mais velho do Grupo é o P. John Kingston, irlandês. Foi missionário em Angola, durante a guerra civil, tendo marcas no corpo das balas que recebeu durante uma emboscada. Foi formador de futuros espiritanos, na Irlanda e, depois, desempenhou o cargo de Conselheiro Geral, em Roma. Está, atualmente, no Chimoio, sendo o Superior da Missão de Inhazónia, assumida em 1996. Nesta mesma Missão, situada na fronteira com o Zimbabwé, estão os jovens confrades Joseph Adah (da Nigéria) e Rogasian Kiraia (da Tanzânia), ambos chegados ao país enviados por Roma em nomeação missionária, a primeira que os jovens Espiritanos recebem.Nampula acolhe a Casa Principal onde vive o Superior do Grupo e a partir da qual se anima a enorme e desafiante Paróquia de S. João de Deus, situada nas periferias da cidade. Além do P. Alberto, vive e trabalha nesta comunidade e na paróquia o P. Luís Irineu, um jovem de Cabo Verde que fez os estudos em Portugal e França.

10 jul 20264 min
aflevering Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026 artwork

Histórias contadas por Lisandra Rodrigues, conjugadas com os verbos «ver, julgar e agir» - Emissão 09-07-2026

O poder de uma história contada: este é o primeiro desafio –em forma de convite – feito por Lisandra Rodrigues, terapeuta da fala, pós-graduada em Economia Social e Solidária, que tem cimentado a sua vida na construção comunitária. Ali encontra a possibilidade de concretizar o queindica serem bandeiras de vida: a inclusão, o desenvolvimento, a educação não formal, a cidadania e a possibilidade de contar histórias que ajudem a crescer e a pertencer. As crianças eram companheiras de brincadeiras, no seu crescimento, mas era com os adultos que gostava de conversar. Talvez ai esteja a génese do seu interesse pela escuta, pelas histórias. Os verbos ver, julgar e agir marcam a sua vida, pessoal eespiritual, e continuam a marcar a sua vida profissional. Conhecer a Juventude Operária Católica foi um marco no seu percurso, viver no Porto, na sua residência, foi um convite a mergulhar num património muito rico e em relações que a marcaram pelo testemunho e consistência do coletivo – do parar, refletir e partilhar em grupo. Este crescimento não ficou fechado no seu calendário de vida – são caminhos que Lisandra continua a construir, diariamente, nas relações com as crianças que acompanha – em consultório ou no espaço “feliz” que é a escola – e em todas as associações a que se junta: o associativismo é uma forma de celebrar relações, valorizar a solidariedade e encontrar espaço para dar voz a todos.

9 jul 202632 min
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LUSOFONIAS - Diogo Jota e André, um ano depois…

Tony Neves, em Matola - MaputoFoi há um ano, neste 3 de julho. Estava eu em Paris numa reunião mundial dos Espiritanos quando os colegas me começam a informar que o Diogo Jota, do Liverpool, morreu. Eu sorrio - perante o que considerava ser ignorância deles – e explico-lhes que não: ‘o Diogo casou na Igreja!’. Mas, a insistência de outros levou-me à internet onde a dramática notícia estava já em todas as redes: o Diogo e o André foram vítimas de um brutal acidente rodoviário. Foi neste ambiente internacional – a minha Família Missionária está em 62 países dos cinco Continentes – que percebi quanto o Diogo era conhecido e respeitado. Foi também nessas horas que partilhei o drama das esposas, dos pais, avós, outros familiares, colegas de profissão e numerosos amigos.Nunca é demais relembrar que o pai e avós paternos do Diogo e do André nasceram e cresceram na minha rua: a Rua de S. Ovídio. Os avós e outros familiares ainda ali vivem. Por isso, o choque destas mortes foi ainda mais sentido, mais brutal, pondo toda a nossa aldeia de Jancido em estado de choque. Quando regressei a Portugal, marcamos uma Missa de Mês, na Capela de Jancido. O Grupo Coral preparou uma celebração muito vivida e eu próprio fiquei impressionado com o ambiente criado dentro e fora das quatro paredes desta grande Igreja, tal a multidão que ali se congregou. Nos bancos da frente, podíamos ver os rostos doridos e molhados das viúvas, pais, avós e outras pessoas muito próximas da família. Foi um grande momento celebrativo que, espero, também tenha servido de consolo espiritual para esta família tão dramaticamente marcada pela partida precoce destes dois irmãos, únicos filhos da Isabel e do Quim Zé. Falamos no fim da Missa e fomos trocando, todas as semanas, mensagens nas redes.

3 jul 20264 min