Agência ECCLESIA
Tony Neves, em AngolaAngola é grande e bela, por isso está cheia de excelentes motivos para a percorrer de lés a lés. Sempre que posso, dispenso o ar e o mar, pois prefiro a estrada, mesmo esburacada! O novo aeroporto Dr. António Agostinho Neto está longe demais de Luanda (a 40 kms!) sem suficientes acessos ao centro da capital. Ali aterrei vindo de Maputo e dali levantei voo rumo a Lisboa. Pelo meio, vivi quase três semanas, tendo pisado terras das Províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié. Tudo por terra…Viajar de Luanda até Benguela é fazer 550 kms de encher os olhos da beleza do mar que vai aparecendo à esquerda ou de florestas, rios e povoações que vão surgindo com o andar das horas. Passamos por Porto Amboim, Sumbe (a 330 kms) e, bem mais à frente, a bela cidade do Lobito (a 500 kms). Benguela impõe-se como uma cidade litoral, tendo a praia morena como postal e as acácias rubras como imagem de marca. Ali tive a alegria de celebrar na Igreja mais antiga da cidade, Nossa Senhora do Pópulo, edifício concluído em 1748. Mas – lembra-me o P. Angelino Tchivandja, pároco – a Igreja do Pópulo existe há 409 anos!A emblemática Estrada Nacional 206 tomou conta de mim nos dias que se seguiram. Assim, deixei Benguela e rumei ao Huambo, percorrendo os quase 350 kms que separam estas duas grandes cidades. É bom que se saiba que a EN 206 (com 1350 kms) ladeia o famoso Caminho de Ferro de Benguela que, com os seus 1344 kms, liga esta cidade ao Luau, na fronteira da República Democrática do Congo. Está alcatroada até ao Kuito-Bié e, depois, é uma picada em péssimo estado…
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