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LUSOFONIAS - A ‘humanidade magnífica’ de Leão XIV.I

4 min · 15 aug 2026
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Tony Neves, em Portalegre e Castelo Branco‘Humanidade magnífica’ ou, em latim, ‘Magnifica humanitas’ – que nome tão feliz para a primeira encíclica do Papa Leão XIV que, como se esperava, é um documento social. A escolha do nome é sempre, para um Papa, um programa de missão. Leão XIII foi o ‘pai da doutrina social da Igreja (DSI)’ e, por isso, todos esperavam que Leão XIV refletisse e orientasse a Igreja nos novos tempos que hoje estão marcados pelo impacto da Inteligência Artificial (AI). E assim aconteceu…Desde a sua publicação, a 15 de maio, não pararam de chover reações vindas de todos os quadrantes. É claro que há quem a não aprecie, mas espantou-me a reação maioritariamente favorável quanto à oportunidade, ao conteúdo e às propostas que lança à Igreja e ao mundo.Li três vezes. Sublinhei. Tive a feliz oportunidade de falar sobre este documento em diversos ambientes, desde os media até encontros organizados em Moçambique e Angola. E confesso que quanto mais leio e mais debato, mais convicto fico acerca da importância do texto e do impacto que ele já vai tendo por esse mundo além.Nas próximas crónicas vou tentar fazer uma visita guiada à encíclica, tentando destacar as ideias e propostas que considero mais ousadas e, por isso mesmo, desafiantes. Começa assim o Papa: ‘Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada’ (nº1). Leão XIV presta a primeira homenagem a Leão XIII que, em 1891, publicou a ‘Rerum Novarum’ como resposta aos impactos da revolução industrial.

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LUSOFONIAS - A ‘humanidade magnífica’ de Leão XIV.I

Tony Neves, em Portalegre e Castelo Branco‘Humanidade magnífica’ ou, em latim, ‘Magnifica humanitas’ – que nome tão feliz para a primeira encíclica do Papa Leão XIV que, como se esperava, é um documento social. A escolha do nome é sempre, para um Papa, um programa de missão. Leão XIII foi o ‘pai da doutrina social da Igreja (DSI)’ e, por isso, todos esperavam que Leão XIV refletisse e orientasse a Igreja nos novos tempos que hoje estão marcados pelo impacto da Inteligência Artificial (AI). E assim aconteceu…Desde a sua publicação, a 15 de maio, não pararam de chover reações vindas de todos os quadrantes. É claro que há quem a não aprecie, mas espantou-me a reação maioritariamente favorável quanto à oportunidade, ao conteúdo e às propostas que lança à Igreja e ao mundo.Li três vezes. Sublinhei. Tive a feliz oportunidade de falar sobre este documento em diversos ambientes, desde os media até encontros organizados em Moçambique e Angola. E confesso que quanto mais leio e mais debato, mais convicto fico acerca da importância do texto e do impacto que ele já vai tendo por esse mundo além.Nas próximas crónicas vou tentar fazer uma visita guiada à encíclica, tentando destacar as ideias e propostas que considero mais ousadas e, por isso mesmo, desafiantes. Começa assim o Papa: ‘Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada’ (nº1). Leão XIV presta a primeira homenagem a Leão XIII que, em 1891, publicou a ‘Rerum Novarum’ como resposta aos impactos da revolução industrial.

15 aug 20264 min
aflevering O núncio apostólico que queria ser pároco da aldeia - Emissão 13-08-2026 artwork

O núncio apostólico que queria ser pároco da aldeia - Emissão 13-08-2026

D. Andrés Carrascosa Coso queria ser pároco da aldeia, se possível próximo de Cuenca, a sua terra natal, para acompanhar os últimos anos da vida dos seus pais, mas a sua vocação seria moldada pela frase que o seu bispo um dia lhe disse: «Aquele que quer servir, não escolhe o lugar do serviço». São 41 anos ao serviço da diplomacia da Santa Sé que levouD. Andrés a trabalhar com São João Paulo II, uma “pessoa enorme”, a acompanhar representações Pontifícias na Libéria e Dinamarca, nas Nações Unidas e nas Instituições especializadas em Genebra, no Brasil e Canadá, tendo passado também pela Serra Leoa, Guiné Conacri e Gambia,Suécia, Islândia, Finlândia e Itália. Na Libéria, onde chegou com 29 anos, acompanhou um golpe de Estado, que durou algumas horas, foi retirado do carro diplomático com quatro metralhadoras, sofreu malária; no Congo conversou com guerrilheiros, ajudou através da diplomacia, ao desenvolvimento da democracia – uma forma de ler o Evangelho com as pessoas. Desde fevereiro em Portugal, surpreendeu com a sua formapróxima de estar com as pessoas, disponível para os encontros, apostado na transparência quando explica o processo de nomeação de bispos e em combater oclericalismo, quando quer escutar todos. Ser simples e próximo é a sua forma de ser pároco da aldeia,de acompanhar e conhecer a real vida das pessoas, como o sonho que o levou em 1980 a ser ordenado padre, depois de crescer numa família onde o testemunho de mártires assassinados na Guerra Civil o acompanhou e moldou a sua vocação e de duas irmãs que hoje são consagradas.

13 aug 202632 min
aflevering Campos de férias dos Pulgas, Carraças e Carrações - Emissão 08-08-2026 artwork

Campos de férias dos Pulgas, Carraças e Carrações - Emissão 08-08-2026

Estamos durante estas semanas de verão a dar-lhe conta deprojetos e férias missionarias, que numa oferta diversa marcam as atividades de tantas congregações, movimentos e dinâmicas da Igreja católica. Assim é com o projeto de campos de férias dos Carraças, desenvolvido pela Associação Férias com Deus, uma associação católica de formação espiritual e campos de férias, que desafia os jovens e crianças para momentos de convívio,alegria e crescimento na fé, frequentemente com atividades ao ar livre e em ambiente de acampamento. Vamos perceber como surgiu este nome - Carraças - a que se juntam ainda os Pulgas e os Carrações, e as atividades queorganizam ao longo do mês de julho e até ao início de agosto, conversando com Pedro Simão e Manuel Cana Verde.

8 aug 202632 min
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LUSOFONIAS - Angola, pela Estrada Nacional 206

Tony Neves, em AngolaAngola é grande e bela, por isso está cheia de excelentes motivos para a percorrer de lés a lés. Sempre que posso, dispenso o ar e o mar, pois prefiro a estrada, mesmo esburacada! O novo aeroporto Dr. António Agostinho Neto está longe demais de Luanda (a 40 kms!) sem suficientes acessos ao centro da capital. Ali aterrei vindo de Maputo e dali levantei voo rumo a Lisboa. Pelo meio, vivi quase três semanas, tendo pisado terras das Províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié. Tudo por terra…Viajar de Luanda até Benguela é fazer 550 kms de encher os olhos da beleza do mar que vai aparecendo à esquerda ou de florestas, rios e povoações que vão surgindo com o andar das horas. Passamos por Porto Amboim, Sumbe (a 330 kms) e, bem mais à frente, a bela cidade do Lobito (a 500 kms). Benguela impõe-se como uma cidade litoral, tendo a praia morena como postal e as acácias rubras como imagem de marca. Ali tive a alegria de celebrar na Igreja mais antiga da cidade, Nossa Senhora do Pópulo, edifício concluído em 1748. Mas – lembra-me o P. Angelino Tchivandja, pároco – a Igreja do Pópulo existe há 409 anos!A emblemática Estrada Nacional 206 tomou conta de mim nos dias que se seguiram. Assim, deixei Benguela e rumei ao Huambo, percorrendo os quase 350 kms que separam estas duas grandes cidades. É bom que se saiba que a EN 206 (com 1350 kms) ladeia o famoso Caminho de Ferro de Benguela que, com os seus 1344 kms, liga esta cidade ao Luau, na fronteira da República Democrática do Congo. Está alcatroada até ao Kuito-Bié e, depois, é uma picada em péssimo estado…

7 aug 20265 min