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Teknologi og vitenskap
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Les mer Momento Tecnologia - USP
O Momento Tecnologia apresenta novas tecnologias desenvolvidas na Universidade de São Paulo e que são aplicadas na solução de problemas identificados nos vários segmentos da sociedade.
Momento Tecnologia #41: Mapeamento de casos de covid-19 em São Paulo escancara desigualdade em saúde
Desde o início da pandemia, há necessidade de se descobrir onde o coronavírus está circulando para que recursos de combate à propagação possam ser destinados a áreas específicas. Em São Paulo, a cidade brasileira com o maior número de infecções pela covid-19 – os números oficiais ultrapassam os 300 mil diagnósticos -, esse tipo de informação se torna ainda mais valioso. Pensando nisso, o SoroEpi MSP, projeto que conta com pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, visa a estimar o porcentual de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em diferentes regiões do município, periodicamente. A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo acompanha o projeto de perto. Isso possibilita que a pesquisa cumpra seu principal objetivo: prover condições para que políticas públicas sejam formuladas de maneira mais assertiva. Beatriz Helena Carvalho Tess, professora da Faculdade de Medicina da USP e parte do time de pesquisadores do SoroEpi MSP, comenta o processo: “O objetivo principal do projeto sempre foi gerar dados robustos sobre a porcentagem da população adulta, moradora do município de São Paulo, que foi infectada e produziu anticorpos para o vírus. E essa porcentagem é o que a gente chama de soroprevalência, prevalência de anticorpos nas pessoas que se infectaram e já tiveram tempo para produzir os anticorpos, que é um marcador de proteção”. Ao todo serão realizadas seis pesquisas consecutivas, espaçadas por intervalos de cinco semanas. Dessa forma, será possível amparar as autoridades com dados atualizados. Os resultados da fase 4, relativos às testagens realizadas entre 1° e 10 de outubro, apontam que 26,2% das pessoas submetidas à pesquisa possuem anticorpos contra a covid-19. Ou seja, mais de 3 milhões de paulistanos já contraíram a doença. No entanto, essa soroprevalência não está distribuída de maneira homogênea na capital paulista. De acordo com os dados, enquanto os bairros mais ricos da cidade têm 21,6% de sua população atingida, os mais pobres têm 30,4%. Os números jogam luz sobre um problema enraizado no sistema de saúde paulista, e no brasileiro como um todo, a desigualdade. A professora Marília Cristina Prado Louvison, da Faculdade de Saúde Pública da USP, explica: “A desigualdade em saúde, tanto no Brasil como em São Paulo, é imensa. Então, a pandemia simplesmente revelou as desigualdades e não as inventou. Há muito tempo que se estuda e que se olha para a constituição do nosso país, de como as diferenças sociais e culturais determinam diferentes modos de adoecer e de morrer. O que a desigualdade nos diz é que as pessoas precisam de coisas diferentes das políticas públicas; e que as políticas públicas têm que responder de formas diferentes há essas necessidades”. -------------------------------------------------------------------------------- Momento Tecnologia Edição de roteiro: Denis Pacheco Edição de som: Guilherme Fiori Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/series/momento-tecnologia/] vai ao ar na Rádio USP [https://jornal.usp.br/radio/], quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast [https://jornal.usp.br/podcast/]Veja todos os episódios do Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/]
Momento Tecnologia #40: Aplicativo ajuda a treinar fala de pacientes infantis em casa
Pesquisadoras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) de Ribeirão Preto da USP, juntamente com fonoaudiólogas da Faculdade de Medicina (FMRP) da USP, também de Ribeirão, desenvolveram um aplicativo que busca estender os treinamentos de crianças com dificuldades na fala. A ideia para o SofiaFala [http://dcm.ffclrp.usp.br/sofiafala/] surgiu após o nascimento da filha de Marinalva Dias Soares, profissional da área de Tecnologia da Informação e uma das idealizadoras do projeto. Sofia nasceu com síndrome de Down, o que implica dificuldades na fala. Marinalva compartilha que as horas de terapia nas clínicas não eram suficientes, por isso, juntamente com a professora Alessandra Alanis Macedo, do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, pensou no aplicativo como uma forma de estender o tratamento fonoaudiólogo em casa. O aplicativo possui dois módulos, um focado no paciente e o outro no profissional da fala. No módulo fonoaudiólogo, o profissional pode selecionar e prescrever os exercícios para cada paciente, como explica Patrícia Pupin Mandrá, docente do Departamento de Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina (FM) da USP de Ribeirão Preto. “O profissional poderá prescrever exercícios não articulatórios que são previamente selecionados isoladamente ou em sequência, indicando o número de vezes que o exercício deve ser realizado e repetido em casa. Ele também pode selecionar exercícios articulatórios que vão envolver a produção dos sons da fala, os fonemas isoladamente, em sílabas ou em palavras.” Já no módulo criança, ao realizar os exercícios prescritos, o paciente recebe uma devolutiva sobre o seu desempenho, o que gera motivação para continuar realizando os exercícios, como explica Alessandra. “O interessante para a criança é que, ao realizar esse treino, ela consegue visualizar imagens das palavras, o som dessas palavras, e ela tem um feedback visual e auditivo estimulando ela à próxima palavra ou ao próximo treino. Então, fica bastante interessante nesse sentido, a criança se motiva porque tem som adequado para aquela idade, para que aquela criança passe a fazer o treinamento motivada.” Apesar de ter sido desenvolvido com o foco inicial em crianças com síndrome de Down, o aplicativo pode ser usado para qualquer paciente infantil que precise desenvolver e treinar a fala. O aplicativo já foi utilizado por 49 crianças, com o acompanhamento de 17 fonoaudiólogas nos períodos de teste, e está disponível de forma gratuita desde junho deste ano. O próximo passo é continuar o desenvolvimento do software, com a criação de jogos e formas interativas de ajudar as crianças no treino da fala. Ouça o podcast na íntegra com reportagem de Gabrielle Abreu. -------------------------------------------------------------------------------- Momento Tecnologia Edição de roteiro: Denis Pacheco Edição de som: Guilherme Fiori Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/series/momento-tecnologia/] vai ao ar na Rádio USP [https://jornal.usp.br/radio/], quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast [https://jornal.usp.br/podcast/]Veja todos os episódios do Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/]
Momento Tecnologia #39: Software permite identificar novos talentos no esporte
No Brasil, 38,8 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade praticaram algum esporte, o que representa 24,% da população investigada, segundo pesquisa de 2015 realizada pelo IBGE [https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100364.pdf]. E foi pensando em monitorar o desempenho de esportistas que a equipe coordenada pelo professor Francisco Louzada Neto, docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos, em parceria com o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) criou o iSports, software que realiza análises de aspectos técnicos e físicos de atletas. O projeto surgiu inicialmente para a análise do condicionamento físico e desempenho de atletas do futebol. O software lê e pontua os jogadores através de análises estatísticas. É possível também realizar monitoramento em tempo real, ou seja, o software faz a captação dos dados durante uma partida ou jogo. A junção de todos os dados coletados, chamado de score, permite que o software identifique atletas acima da média, de acordo com Caroline Godoy, pesquisadora do Cepid CeMEAI. “A partir da coleta de dados é feita uma análise estatística onde vai reunir todas essas variáveis e criar o score. Então, a partir desse score, a gente consegue classificar os atletas como se fosse um resumo de todas as variáveis disponíveis.” O projeto chamou a atenção da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e a parceria foi firmada pelas equipes de base da seleção brasileira. O Marcus Agostinho, um dos técnicos da categoria, explicou que essa parceria pode trazer vários benefícios para o desempenho do Brasil neste esporte com a possibilidade de detectar novos talentos e buscar, posteriormente, a captação de investimento para a modalidade. Para o software ser capaz de avaliar os esportistas do judô é preciso que o sistema se adapte às técnicas e regras da luta marcial, o que já está em andamento, de acordo com Caroline Godoy. Para os especialistas, o iSports só tem a crescer, incorporando mais modalidades e auxiliando na análise de desempenho dos atletas brasileiros. O projeto, quando concluído, estará disponível em uma plataforma on-line e em um aplicativo para celular, como explica o professor Anderson Ara Souza, do Departamento de Estatística da Universidade Federal da Bahia e um dos idealizadores do projeto: “Temos uma grande procura pelo sistema, mas ainda está em uma fase burocrática, na construção do registro de software deste sistema. A parte de aplicabilidade será mais fácil de aplicar em outras escolas a partir do momento que tivermos a patente deste produto para disponibilizar para a comunidade em geral.” Ouça o podcast na íntegra com reportagem de Gabrielle Abreu. -------------------------------------------------------------------------------- Momento Tecnologia Edição de roteiro: Denis Pacheco Edição de som: Guilherme Fiori Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/series/momento-tecnologia/] vai ao ar na Rádio USP [https://jornal.usp.br/radio/], quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast [https://jornal.usp.br/podcast/]Veja todos os episódios do Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/]
Momento Tecnologia #38: Aditivo antimicrobiano consegue inativar 99,9% do coronavírus presente no tecido
Durante a pandemia do coronavírus, autoridades sanitárias pedem que a população permaneça em casa, mas, quando isso não é possível, o cuidado não acaba ao fechar a porta da frente e ao lavar as mãos, é preciso se atentar às roupas também, afinal, ninguém quer correr o risco de trazer o vírus para casa escondido no tecido. Mas e se houvesse uma roupa especial, à prova de vírus? Um produto com micropartículas de prata é capaz de inativar 99,9% da quantidade de sars-cov-2 presente no tecido. A solução é uma parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, a Universitat Jaume I da Espanha, o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais da Fapesp e a Nanox, startup que desenvolve aditivos antimicrobianos capazes de eliminar fungos e bactérias. Gustavo Simões, fundador e CEO da Nanox, explica que existem vários trabalhos na literatura científica que mostram a atividade antiviral da prata contra o sars-cov-2, H1N1, e até contra o vírus da Aids. “A prata promove um processo de oxidação e, no caso do sars-cov-2, que é o novo coronavírus, ele é um vírus que a gente chama de vírus envelopado, então ele tem uma camada lipídica, uma camada de gordura, e é um vírus de RNA. A prata quebra essa barreira lipídica, ataca o RNA e elimina o vírus.” Foi nos laboratórios da USP que o produto foi testado para o vírus da covid-19, pelo professor Lúcio Freitas Júnior, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, a partir do vírus sars-cov-2 isolado pelo professor Edson Dorigon, ainda no começo da pandemia no Brasil. Após a descoberta de que o aditivo antimicrobiano à base de prata poderia eliminar o coronavírus do tecido, o próximo passo, segundo Simões, é fechar as parcerias com as tecelagens. Até o momento da produção deste podcast, pelo menos dez tecelagens há haviam sido homologadas no Brasil para produzir e colocar o produto no mercado. O tecido com o aditivo já é comercializado pelo projeto Costurando Sonhos [https://www.costurandosonhosbrasil.com.br/], da comunidade de Paraisópolis em São Paulo, criado em 2007 com o objetivo de capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social. Segundo Suéli do Socorro Feio, uma das idealizadoras, durante a pandemia elas precisaram se reinventar e optaram por produzir máscaras de proteção com o tecido a partir de uma parceria firmada no mês de julho com uma das tecelagens homologadas. Ouça o podcast na íntegra com reportagem de Gabrielle Abreu. -------------------------------------------------------------------------------- Momento Tecnologia Edição de roteiro: Denis Pacheco Edição de som: Guilherme Fiori Edição geral: Cinderela Caldeira E-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/series/momento-tecnologia/] vai ao ar na Rádio USP [https://jornal.usp.br/radio/], quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast [https://jornal.usp.br/podcast/]Veja todos os episódios do Momento Tecnologia [https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/]
Momento Tecnologia #37 Como o monitoramento de dados acompanha a evolução da covid-19
Ao menos uma vez ao dia, temos contato com algum dado relacionado à covid-19, sejam números de casos diagnosticados, quantidade de leitos ocupados em UTIs e taxas de óbito nas grandes e pequenas cidades. Mas o que esses dados, quando compilados e analisados, podem revelar além do que já sabemos? Com o uso de dados sobre a pandemia de coronavírus no Brasil, pesquisadores da USP desenvolveram dois projetos para monitorar a evolução e transmissão do vírus no País. A pós-doutoranda Pilar Veras, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, criou uma plataforma para concentrar dados sobre a prevalência do vírus em estados, municípios e cidades brasileiras. O Painel Coronavírus propõe olhar os dados de forma regionalizada, uma necessidade que foi apontada pelo então secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, no começo da pandemia. Além de poder visualizar os dias em que cada estado dobra o número de infectados e óbitos, o projeto conta ainda com um painel de casos de síndrome respiratória aguda, doença que pode ser desencadeada pelo coronavírus. Segundo Pilar, os próximos passos para o projeto são integrar também as informações de dados diários por municípios e incluir a capacidade do sistema de saúde em estados e capitais. Outros dados, desta vez gerados por usuários de smartphones, podem ajudar o projeto desenvolvido por Helder Nakaya, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. A plataforma SiPoS trabalha com dados de localização de pacientes com covid-19 para identificar por quanto tempo de exposição ao vírus uma pessoa é infectada. Os dados são fornecidos de forma voluntária e anônima, como explica Nakaya: “O que acontece é que o paciente ou a pessoa que concorda em fazer parte do projeto entra no site, segue o tutorial, assina um termo de consentimento e aí ele dá os dados de forma voluntária pra gente, e aí recebe um e-mail informando que os dados foram coletados, e a hora que ele quiser sair desse projeto, a gente deleta os dados.” Para o projeto, Nakaya contou com a colaboração de Anna Sara Shafferman Levin, da Faculdade de Medicina da USP, responsável por conectar alunos da graduação de medicina para ajudar na coleta das primeiras amostras, e com o Júlio Kroder, médico e professor do Mato Grosso do Sul, que ajudou na divulgação do projeto. O professor conta também com a ajuda de Jeevan Giddaluru, aluno de doutorado da FAPESP para o desenvolvimento do projeto. Ouça o podcast na íntegra com reportagem de Gabrielle Abreu. Momento TecnologiaEdição de roteiro: Denis PachecoEdição de som: Guilherme FioriEdição geral: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.brHorário: Quinzenalmente, terças-feiras, às 8h05 O Momento Tecnologia vai ao ar na Rádio USP, quinzenalmente, segundas-feiras, às 8h05 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast Veja todos os episódios do Momento Tecnologia
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