Forsidebilde av showet Vitor Bertini

Vitor Bertini

Podkast av Vitor Bertini

engelsk

Underholdning

Tidsbegrenset tilbud

2 Måneder for 19 kr

Deretter 99 kr / MånedAvslutt når som helst.

  • 20 timer lydbøker i måneden
  • Eksklusive podkaster
  • Gratis podkaster
Kom i gang

Les mer Vitor Bertini

Textos de ficção do autor Vitor Bertini bertini.substack.com

Alle episoder

31 Episoder

episode Velhos elefantes cover

Velhos elefantes

Nova Délhi, 20 de maio de 2022. Olá. Em uma sexta-feira de um tenebroso tempo de perigosas previsões, humanos votos de boa leitura e bom fim de semana. VELHOS ELEFANTES Bahadur, Bahadur Pradesch, é supostamente sexagenário, supostamente cego, supostamente indiano, mas, com certeza, é vidente. Bahadur vive isolado em algum lugar no interior de São Paulo, em companhia de dois pequenos saguis que lhe servem de guias. Guias físicos, para atravessar os acidentados caminhos da vida, e guias sensoriais – são eles que recebem as vibrações do porvir e as transmitem ao vidente, supostamente indiano. Uma vez por ano, nos dias mágicos que seguem ao Natal, a reclusão de Bahadur é quebrada para receber a visita de um veterano jornalista. Ele vem comemorar os acertos das previsões sobre o ano que sai e recolher, segundo sua pauta, os presságios para o ano que chega. Assim, fiados e confiados na proverbial falta de memória da população, há uma década brindam quedas e ascensões de ditadores, catástrofes naturais, fim de casamentos célebres e toda sorte de costumeiros haveres do dia a dia. Comemorações findas, hora das previsões. Ao ser informado que a pauta para o ano seria futebol, Bahadur trocou um improvável olhar com os saguis que - estranha reação –, arrepiados, em transe, deitaram de barriga para os céus, pernas e braços abertos. Depois, cabisbaixo, Bahadur começou a caminhar sem rumo. Ante o espanto do amigo repórter, declarou: – Como os velhos elefantes na hora de sua morte, preciso voltar para casa. Não temos saída, não vai funcionar; sobre assuntos de futebol as pessoas tem memória. Vitor Bertini COMPARTILHAR Certa ocasião, diante do pedido para que compartilhasse um post qualquer, um dos meus filhos ensinou:– Pai, pedir para compartilhar é como pedir para abraçar terceiros. Não se pede. Se a pessoa quiser, ela abraça. TAKE A PEEK Em termos planetários, escrever em português e ficar calado é mais ou menos a mesma coisa. – Ensaios e anseios crípticos, Paulo Leminski, Coleção Gazeta do Povo, Inventa, 2014 * Tudo ficção, sem reclames; * Leituras em andamento: As relações perigosas, Chardelos de Laclos, Editora Abril e Essa cara não me é estranha e outros poemas, Millôr Fernandes, Boa Companhia; * Em breve, quase tudo por aqui vai virar livro. Sugestões? * Livro já publicado do locutor que vos escreve: Não me abandone - a saga de Bénya Krik, um cão de rua, contada pela família que ele adotou [https://www.amazon.com.br/Abandone-B%C3%A9nya-Contada-Fam%C3%ADlia-Adotou/dp/6581065005/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=1651840764&sr=8-3]. Já leu? This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit bertini.substack.com/subscribe [https://bertini.substack.com/subscribe?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_2]

20. mai 2022 - 2 min
episode A traição de Odessa cover

A traição de Odessa

La Paz, 15 de abril de 2022. Olá. Das muitas vidas que vivi, a do escritor Isaac Bàbel é uma das mais fantásticas. Nasceu, escreveu, amou, casou, teve filhas, guerreou, viajou, voltou, escreveu ainda mais e foi assassinado. Odessa é sua cidade natal e Bénya Krik um de seus personagens. Gosto de sua escrita. Envolto em parágrafos e frases, bons cafés, queijos e vinhos, um bj, boa leitura e bom fim de semana. TEXTOS DE ESPANTO - A TRAIÇÃO DE ODESSA Na Av. Roosevelt, em Porto Alegre, uma cidade ao sul do mundo, havia um açougue. Nos fundos do açougue havia um galinheiro. E no galinheiro havia Odessa, a galinha. Todas as galinhas que por ali nasciam tinham destino certo: mortas, nuas, arrepiadas e penduradas de pernas para cima dentro do balcão gelado, menos Odessa. Odessa era diferente. Bábel, o açougueiro, havia lhe dado o nome em homenagem à sua cidade natal – cidade, ele dizia, onde viveu seu ídolo Bénya Krik, o Rei, e de onde as pessoas partem quando podem. Ninguém sabia quem tinha sido Bénya Krik, nem onde ficava Odessa. Certa tarde, a gritaria dos passantes quebrou a rotina da vizinhança e denunciou o segredo dos privilégios de Odessa, a galinha nunca sacrificada: ela havia alçado vôo, conforme o destino de seu nome.  Do chão do galinheiro, em vôo raso por sobre a cerca, primeiro pousara no telhado da casa que abrigava o açougue e agora, com equilíbrio incerto e olhar assustado, repousava nos fios da companhia de energia elétrica. Dalí, diante de uma platéia de braços erguidos e dedos apontados, um novo e pequeno vôo a levou ao teto do ônibus que passava, provocando um coral de exclamações. O açougueiro ainda arrancava seus cabelos, recebia olhares curiosos e chorava sua dor quando o Linha 4, o velho Navegantes, apontou em seu trajeto de retorno trazendo de volta, exibida como quem pensa ser a filha preferida, a galinha Odessa. A alegria dos que assistiam à cena deu lugar ao espanto quando o dono do açougue, abraçando a galinha que sabia voar, cortou-lhe o pescoço. O bairro, naquele dia, começou a saber como era Bénya Krik, o ídolo do açougueiro Bábel. Vitor Bertini TAKE A PEEK Foi o acaso de cadeiras vizinhas em uma palestra sobre pintores belgas quem aproximou os colegas do curso de pintura. A identidade no espanto com o surrealismo e o entusiasmo com os mistérios das pinturas de Magritte, mais o surpreendente fato de o aluno mais jovem dispor de um ateliê, foram determinantes para a visita de estudos e conversas agendadas para o dia seguinte. Não me abandone, a saga de Bénya Krik, um cão de rua, contada pela família que ele adotou, Vitor Bertini, Editora Esquina do Lombas. . This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit bertini.substack.com/subscribe [https://bertini.substack.com/subscribe?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_2]

15. april 2022 - 3 min
episode Olita cover

Olita

Odessa, 25 de março de 2022. Saí para caçar raios, terminei namorando vaga-lumes. Entre páginas, parágrafos, goles e beijos, boa leitura e bom fim de semana. OLITA – A senhora me dá licença? Sentada junto à janela, instalada como quem sabe que vai até o fim da linha, Olita murmurou alguma concordância, puxou para o colo a sacola que estava entre suas pernas, aproximou-se da lataria do ônibus, olhou para conferir o espaço que livrara, e lembrou do tempo em que não ocupava quase dois assentos. Reacomodada, suspirou fundo, abraçou a sacola junto ao peito, sentiu o trabalho do dia, o mormaço da tarde e os olhos pesados. Embalada pelo sacolejar da viagem, dormiu sentada. Dormiu e sonhou. No sonho, ela tinha o tamanho do colo de seu Vôswaldo, um cão chamado Dunga e uma vaga sensação de segurança. Antigamente, era para os braços de Seu Oswaldo que a menina Olita corria, buscando refúgio, sempre que o sapo reaparecia e ela acordava assustada - “é só um sonho ruim, Lita; só um sonho ruim”, repetia o avô, acolhendo e beijando a neta. No pesadelo, um sapo abocanhava a cabeça de um passarinho e, por isto, era morto a pauladas. Apanhava até morrer. Morriam os dois. Acordada, chorando, acarinhada pelo avô, a menina Lita dizia que quando fechava os olhos ainda ouvia o barulho do pau batendo nas costas do sapo, e não queria mais dormir. – Lita, a vida é assim. Com o tempo, é você quem vai assustar os sapos – dizia Vôswaldo, embalando a neta encolhida em seu colo. No levanta e senta de passageiros ao seu lado, Olita acordou apenas o suficiente para ver uma distraída colegial de mochila no colo, rosto e corpo de menina, e lembrar que Juanita, sua única filha com o falecido Carlinhos, também devia estar a caminho de casa. Voltando a dormitar, sorriu. Assim seguiu a viagem, entre solavancos, lembranças e sonhos, até que uma explicação gritada acordou a passageira: – Pessoal! Pessoal, estou com um defeito no carro. Quebrou. Fim da jornada. Por favor, desçam e aguardem o próximo veículo - a passagem será liberada! Ainda zonza, mão firme na sacola, Olita abriu espaço na fila que se formava no corredor e desceu os degraus do ônibus só pensando nos problemas que o atraso lhe causaria: tinha que lavar a louça de ontem, fazer o jantar de hoje e preparar o almoço de amanhã - Juanita haveria de ter varrido a casa. Além das tarefas, o capítulo da novela que não podia perder.   Decidida a ser uma das primeiras a embarcar na baldeação, a dona da sacola tomou a dianteira do grupo de passageiros em direção ao ponto mais próximo, só para surpreender-se em frente à  Paróquia de São Benedito. A pressa de ir para casa colidiu com a esperança de um pouco de serenidade. Fragilizada pelos tempos difíceis que atravessava com Sérgio, seu ex-companheiro que voltara a beber e a procurá-la, Olita decide entrar na igreja. Precisava falar com Deus. As orações, o silêncio reparador, a contrição: tudo contribuiu para que Olita sentisse a alma leve e se deixasse ficar. Depois, serena, foi para o ponto de embarque, sem importar-se com o horário ou com o fato de pagar um novo bilhete. O restante do percurso pareceu mais rápido e agradável do que nunca. Até os trezentos metros de chão batido entre o fim da linha e sua casa pareceram mais curtos e, quem diria, capazes de refletir os primeiros raios da lua que nascia. A situação só mudou depois que a alma leve que carregava uma sacola dobrou a única esquina do caminho cheio de eucaliptos e avistou, estacionada na frente de sua casa, a velha e batida caminhonete que pertencia a Sérgio. Seus passos acompanharam a aceleração de seus batimentos cardíacos, até virarem uma corrida. Ao lado da porta entreaberta, encostada na parede, estava a vassoura que a mãe da Juanita pegou sem pensar. Debruçado sobre o colo desnudo da então enteada, Sérgio começou a apanhar até quebrar o cabo da vassoura com que Olita, em silêncio, lágrimas lavando o rosto, batia e batia. Batia como batia roupa antigamente; batia ouvindo o barulho nas costas do maldito sapo de seus pesadelos. Bateu com o que restou do cabo da vassoura até que Sérgio, cambaleando, conseguiu fugir, dirigindo sua caminhonete. Depois, chamou a filha, enxugaram suas lágrimas e foram assistir, de mãos dadas e em silêncio, o fim da novela. Na manhã seguinte, indo para o trabalho, Olita desceu bem antes de seu destino final, atravessou a rua e entrou na Igreja de São Benedito. Ela precisava falar com Deus. Vitor Bertini * Este texto é uma ficção. Qualquer semelhança com a vida real é, simplesmente, muito triste; * Mensagem na garrafa: você que chegou até aqui por curiosidade, gosto ou preguiça, ajude o autor clicando em qualquer botão vermelho perdido por aí. The difference between the right word and the almost right word is the difference between lightning and a lightning bug. Mark Twain . This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit bertini.substack.com/subscribe [https://bertini.substack.com/subscribe?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_2]

25. mars 2022 - 6 min
episode Eu e o tempo cover

Eu e o tempo

Big Ben, 11 de março de 2022. Olá. Na escrita, como na vida, o tempo é um personagem poderoso. Só os tolos brigam com ele. Entre alianças fortes, parágrafos rápidos, goles e beijos, boa leitura e bom fim-de-semana. EU E O TEMPO Em frente à minha casa tinha uma praça. A Praça Pinheiro Machado - a Pracinha, fica na frente da casa onde passei minha infância e esse é seu nome, Praça Pinheiro Machado. A Pracinha tinha uma área cercada, com instalações esportivas e um depósito cheio de bolas e redes; fora da cerca, lembro bem, existiam gramados, um pequeno posto de gasolina, uma cabine telefônica, uma figueira de sombra generosa, bancos de cimento e um colegiozinho com paredes coloridas. Tinha também um monumento dedicado a alguma data cívica e uma placa de bronze dizendo, temeroso respeito de todos nós, PROIBIDO PISAR NA GRAMA. Adotei, faz tempo, o tempo como aliado - eu e ele, juntos, enfrentamos quaisquer outros dois. Fazia tempo que eu não visitava a Pracinha. Fui lá: vandalizaram tudo, entristeceram a sombra, roubaram a placa de bronze e mataram a grama. Mandei fazer uma nova placa: PROIBIDO PISAR NA ESPERANÇA. Eu e o tempo, juntos, ainda voltaremos à Praça Pinheiro Machado. Vitor Bertini São sinônimos de compartilhar (no sentido de tomar parte em algo): participar, coparticipar, comungar, aquinhoar. * Esta história, pena, é quase uma ficção; * Mensagem na garrafa: você que chegou até aqui por curiosidade, gosto ou preguiça, ajude o autor clicando em qualquer botão vermelho perdido por aí. TAKE A PEEK – Vejo que se sente como eu – disse o Sr. Enfield. – Sim, é uma história ruim, pois o meu cavalheiro era um sujeito que não tinha nada a ver com ninguém, era um homem realmente condenável, e a pessoa que assinou o cheque é o verdadeiro dono dos bens, também muito conhecido, um daqueles companheiros (o que é muito pior) que praticam o que chamam de caridade. É chantagem, acredito, algum homem honesto atolado até o nariz, que paga por alguma estripulia da juventude. Portanto, é de Casa do Chantagista que eu chamo o lugar com esta porta. Mesmo assim, como você sabe, isso está longe de explicar tudo – ele acrescentou. – O médico e o monstro, Robert Stevenson, Editora Principis, 2019 . This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit bertini.substack.com/subscribe [https://bertini.substack.com/subscribe?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_2]

11. mars 2022 - 1 min
episode Bob Maldade cover

Bob Maldade

Western Leone, 25 de fevereiro de 2022. Um história bem contada não precisa se assemelhar à vida real. A própria vida tenta, com todas as suas forças, assemelhar-se a uma história bem contada.– Isaac Babel Esta é a epígrafe do meu livro Não me abandone - A saga de Bénya Krik, um cão de rua, contada pela família que ele adotou. Bénya Krik, o herói da história, e Odessa, uma das locações, são nomes com os quais, humildemente, prestei homenagens a Babel. Isaac Babel nasceu em 1894, na cidade de Odessa, na Ucrânia, então parte do Império Russo. Foi preso pela polícia secreta (NKVD) em 15 de maio de 1939 e fuzilado em 27 de janeiro de 1940, na penitenciária de Lubyanka, em Moscou. Entre histórias e brutais realidades, boa leitura e bom fim de semana. BOB MALDADE Quando não venta no Oeste as pessoas suam na testa e vestem camisas xadrez.  Quando não venta, ao longe as miragens dançam, o silêncio é morno, as moscas zumbem e ninguém se mexe.  Quando venta, as pessoas ficam loucas. Quando venta, venta muito e faz barulho de vento que venta e coisas que batem. Quando venta, velhos vigiam, senhoras seguram as saias e jovens bebem. Quando bebem, trocam tiros ou deitam. Quando trocam tiros com Bob Maldade, morrem espalhafatosamente. Deitados. Eternamente.  Menos para o pai, que toca harmônica e lembra para sempre. Num dia sem vento, Bob, de volta ao Oeste, sentado, parado, por pura maldade, deu um tiro na mosca que zumbia:– pááá – soou no silêncio morno. A sombra do pai que não esquecia caminhou, foi ver o que era, viu Bob, e fez eco: – pááá.  Depois, enxugou a testa, fechou dois botões da camisa xadrez, levantou a cadeira e sentou. Sentado, mirando as miragens, sem tocar harmônica, ouvindo o zumbido das moscas, esperou o xerife chegar. Vitor Bertini Compartilhar é quase amor: * Western Leone é um parque na Andaluzia, Espanha, alusivo a uma ficção; Bob Maldade é uma ficção; os fatos que envolvem Isaac Babel são reais; * Mensagem na garrafa: você que chegou até aqui por curiosidade, gosto ou preguiça, ajude o autor clicando em qualquer botão vermelho perdido por aí. TAKE A PEEK Livre na cidade, Bénya não era rei, mas era dono de sua vida. E foi assim, livre, morador de rua e senhor de seu destino que ele viu chegar na vizinhança uma das mais fantásticas experiências que um cão pode viver: um parque de diversões. A novidade era anunciada no bairro, a plenos pulmões, por um anão de três olhos que, com uma reverência, levava sua testa até o chão: – Venham para Odessa! Venham ser livres! Venham conhecer suas próprias almas! Eu enxergo mais do que vocês! – gritava, fazendo os dois olhos de fora ficarem vesgos. E seguia anunciando: – Um mundo de luzes, sons, cheiros, fantasmas, fantasias e sonhos; passado e futuro de graça! Só cobramos o presente! – dizia, agora sorrindo. – Não me abandone, Vitor Bertini, Esquina do Lombas . This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit bertini.substack.com/subscribe [https://bertini.substack.com/subscribe?utm_medium=podcast&utm_campaign=CTA_2]

25. feb. 2022 - 2 min
Enkelt å finne frem nye favoritter og lett å navigere seg gjennom innholdet i appen
Enkelt å finne frem nye favoritter og lett å navigere seg gjennom innholdet i appen
Liker at det er både Podcaster (godt utvalg) og lydbøker i samme app, pluss at man kan holde Podcaster og lydbøker atskilt i biblioteket.
Bra app. Oversiktlig og ryddig. MYE bra innhold⭐️⭐️⭐️

Velg abonnementet ditt

Mest populær

Tidsbegrenset tilbud

Premium

20 timer lydbøker

  • Eksklusive podkaster

  • Ingen annonser i Podimo shows

  • Avslutt når som helst

2 Måneder for 19 kr
Deretter 99 kr / Måned

Kom i gang

Premium Plus

100 timer lydbøker

  • Eksklusive podkaster

  • Ingen annonser i Podimo shows

  • Avslutt når som helst

Prøv gratis i 14 dager
Deretter 169 kr / måned

Prøv gratis

Bare på Podimo

Populære lydbøker

Kom i gang

2 Måneder for 19 kr. Deretter 99 kr / Måned. Avslutt når som helst.